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PESQUISA

Portifólio 2025

Minha pesquisa parte das transformações nas formas de construir e compreender imagens entre aqueles que cresceram entre a cultura analógica e os primeiros anos da internet, nos anos 2000. Observo como imaginários antes associados ao deslocamento, à falha e ao não pertencimento foram, aos poucos, substituídos por narrativas de sucesso e autoafirmação nas plataformas digitais.


A escolha da pintura em tinta acrílica e óleo sobre tela responde à velocidade do consumo visual contemporâneo. Como uma tentativa de estabelecer outra relação com a imagem, outra forma de lidar com o excesso e refletir sobre como a espontaneidade se transformou em performance e como, paradoxalmente, a própria performance passou a ser percebida como forma de verdade, à medida que a exposição se tornou regra.

A noção de “sobrevivência das imagens”, a partir de Didi-Huberman, guia meu processo: fragmentos visuais que persistem, mesmo deslocados de seus contextos originais, e que reaparecem repintados, ampliados e distorcidos. São registros íntimos, cenas do cotidiano ou retratos informais de uma geração anterior ao filtro e à lógica das redes. Me interessa olhar o que sobrou desses resíduos visuais e afetivos no presente que ainda nos atravessa.

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© Luana Hymans

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